VIVER NA FLAUTA

VIVER NA FLAUTA
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quarta-feira, 20 de junho de 2018

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Minha Querida Isabel

Não voltarei a deixar que as palavras me comam a carne e a alma que me restam.























quarta-feira, 20 de junho de 2018

Viver na Flauta de Aurélie Valognes

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Viver na Flauta de Aurélie Valognes é um romance contemporâneo, que nos conta de forma muito divertida, a vida do octogenário, Ferdinand Brun.

Durante toda a leitura, foi inevitável imaginar as peripécias protagonizadas por este velho rezingão, numa série televisiva de horário nobre.

Ferdinand é solitário, sempre foi um homem muito direto e pouco dado ao politicamente correto, com respostas na ponta da língua – extremamente afiada – e sem jamais elogiar quem quer que fosse – isto, inclui, a ex-mulher Louise, e a filha diplomata Marion.

No prédio onde vive com a sua cadela Daisy – frequentemente tratada pelos transeuntes como se fosse um cão –, Ferdinand leva uma vida pacata, mas envolta em partidas improváveis.

As vizinhas acreditam que seja um serial killer, e para aguçar esta dúvida, Ferdinand, vai alimentando-as com o seu mau feitio. Quando após a morte de Daisy, este velhote adorável, decide colocar termo à vida, a filha entra numa missão com o intuito de o colocar num lar de terceira idade. Para tal, convoca a porteira do prédio, Sra. Suarez, para o vigiar, mas ao contrário do esperado, esta «megera» – assim lhe chama o Sr. Brun – está disposta a tudo para dar com ele em doido e expulsá-lo do prédio.

É quando, Juliette, uma jovem menina, e Béatrice, uma nonagenária muito simpática, entram na sua vida, que tudo muda, e o velho outrora mauzão, consegue aquecer o seu coração.

A narrativa está bem estruturada. Os capítulos são curtos e facilitam a leitura. É um livro que se lê em poucas horas, pois a história é bastante fluida, e o Sr. Brun diverte-nos imenso durante a leitura, o que torna a mesma, muito agradável.

É o primeiro livro que me arranca verdadeiras gargalhadas, pela caracterização do Ferdinand e pelas suas asneirolas. É muito fácil simpatizar com este senhor rezingão, e este é uma personagem, que sem dúvida alguma, me deixará saudade.

É o terceiro livro que classifico com 5 estrelas este ano!!! E já li 32, portanto, conquistou-me completamente! Parabéns à Castor de Papel pela maravilhosa aposta!

Letícia Brito