Acordei como acordam os tolos
Cheia de felicidades
Coloco-me no plural como quem pousa um vaso
com violetas africanas no peitoril da janela.
Assim, definitiva aproximação, como beija-flor na flor
Leve, devagar, sem outras intenções ou atos
Apenas flores na janela
A noite, também acendo velas na janela
Uma vela para ser mais exata
Sempre me parece que a exatidão é um perigo
Perigo de sermos apenas aquilo que pensamos que somos
Perigo de pensarmos que somos apenas o que fazemos.
O que peço?
Mais um dia
Em que possa acordar
Com a felicidade dos tolos
(c) Ione França
domingo, 1 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Blog Silêncios que Falam- Louco por Viver
Miguel Pestana, autor do blog Silêncios que Falam, blog parceiro do Castor de Papel, publica a sua apreciação em relação ao livro "Louco por Viver" do autor Roberto Shinyashiki.
Nas palavras do próprio: "Muitos dos temas e afirmações positivas e motivacionais encontradas na obra são muito “batidas” para quem é leitor assíduo deste género de livros. Por esta razão talvez este seja um livro propício para leitores iniciantes de Desenvolvimento Pessoal. Um dos prós de Louco por Viver é o aspecto gráfico interior e exterior apelativos, que conta com um trabalho esmerado a nível de tipos diferentes de letras utilizados, paginação criativa e uma estrutura e divisão dos capítulos bem conseguida."
Leia o artigo completo em: http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/01/louco-por-viver-de-roberto-shinyashiki.html
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Blog as Leituras do Corvo - Acordei como Acordam os Tolos, Cheia de Felicidades
Carla Ribeiro, autora
do blog As Leituras do Corvo, blog parceiro do Castor de Papel, publica a sua
apreciação em relação ao livro "Acordei como Acordam os Tolos, Cheia de
Felicidades" da autora Ione França.
Nas palavras da própria: "A soma de tudo
isto é, portanto, um livro equilibrado, em que a diversidade de temas se
conjuga com a unidade da voz que os aborda, para dar forma a uma leitura
cativante e surpreendente. Vale a pena ler."
Leia
o artigo completo em: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/acordei-como-acordam-os-tolos-cheia-de.html
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Blog Folhas de Papel - Louco por Viver
Sofia Morais, autora do blog Folhas de Papel, blog parceiro do Castor de Papel, publica a sua apreciação em relação ao livro "Louco por Viver" do autor Roberto Sinhyashiki.
Nas palavras da própria: "Parece-me que, mesmo que uma pessoa não seja adepta de livros deste teor, é difícil ficar impassível com alguns dos conselhos partilhados pelo autor"
Leia o artigo completo em: https://folhasdepapel.wordpress.com/2015/01/26/louco-por-viver-2013-roberto-shinyashiki/
Nas palavras da própria: "Parece-me que, mesmo que uma pessoa não seja adepta de livros deste teor, é difícil ficar impassível com alguns dos conselhos partilhados pelo autor"
Leia o artigo completo em: https://folhasdepapel.wordpress.com/2015/01/26/louco-por-viver-2013-roberto-shinyashiki/
sábado, 24 de janeiro de 2015
O Castor de Papel: NA POEIRA DO TEMPO DeMOURA
O Castor de Papel: NA POEIRA DO TEMPO DeMOURA: DeMOURA mariommoura.blogspot.com NA POEIRA DO TEMPO Não sei porque me lembrei agora da viagem (L...
NA POEIRA DO TEMPO DeMOURA
DeMOURA mariommoura.blogspot.com
NA POEIRA DO TEMPO
Não sei porque me lembrei agora da viagem (Lisboa/Nova York/ Caracas), de que falei no blogue anterior, feita há já sessenta e seis anos. As recordações são como as nuvens, aparecem subitamente num céu límpido, avolumam-se, por vezes desfazem-se em chuvas, outras somem na profundeza azul do céu. Nem umas nem outras respeitam previsões antecipadas, aparecem e desaparecem a seu belo prazer.
Imaginem, eu lembrar agora, com noventa anos, essa viagem que fiz com vinte e quatro anos. Certo que foi muito importante, uma virada total na minha vida, mas porque me lembro agora dela, com tanta nitidez e detalhes, tantos anos decorridos?
Quando olho para o meu passado, e faço-o pouco, as recordações não obedecem nem a uma ordem cronológica, nem à importância emotiva, familiar ou profissional. Vêm porque vêm, e como vêm, vão quando vão.
Quando comecei a escrever estes blogues o tema a que me propunha era o que os intitulava: “Encantos e desencantos de um editor”. Na realidade eu pensava escrever exclusivamente sobre os episódios bons e maus, curiosos ou divertidos, importantes e marcantes da minha longa vida de editor (sessenta anos). Mas com o tempo saltaram à minha memória, e aos meus dedos, algumas cenas que nada têm a ver com a minha vida de editor mas sim com ela em geral. Ou seja na sua sequência alguns blogues revelam a minha trajectória editorial, outros apenas algo da minha vidinha.
A realidade é que não é fácil separar essas recordações pois umas interferem nas outras, por vezes são concomitantes no tempo e no espaço, algumas são puramente consequências de anteriores. O meu percurso foi moldado pela minha paixão por livros e viagens e pela vida, num emaranhado do qual emergem hoje cenas marcantes para mim.
Desta forma, resolvi não policiar a estrita pureza em relação ao título do que aqui escrevo, com as antecipadas desculpas para quem não gostar.
Mas a verdade é que este episódio que agora escrevi, mais do que os anteriores, despertou em mim a vontade de colocar no papel algumas dessas recordações do meu passado, não, claro, porque tenham interesse para os outros, ou valor literário, mas porque vai ser curioso, gratificante, ou não, para mim recordá-las. É óbvio que possivelmente estão diferentes, partes esquecidas e outras adulteradas, involuntariamente ou não, pela ação mágica do filtro do nosso ego e da nossa consciência.
As lembranças são como o pentimento na pintura, uma paisagem pintada sobre uma outra (porque ao pintor não lhe interessa mais o quadro anterior, talvez por não o achar bom) arrisca a que as imagens inferiores, antigas, subam e alterem as recentes, com resultados extravagantes.
Para colmatar esses erros e deturpações poderia, claro, deveria até, pesquisar, informar-me com parceiros desses momentos, para evitar muitos dos erros ou omissões, trocas de datas e nomes, até de personagens. Mas decidi que isso não interessa porque não será um livro de memórias, autobiográfico ou histórico. Não é sequer um livro, nem um Diário. Será, sim, como que um filme sem guião, com realizador e atores não profissionais, um filme experimental e neorrealista.
Não posso dizer se a minha trajetória de vida foi, ou não, prejudicada por ter eu sido um contestatário político, ou por ter sido emigrante (na Venezuela, no Canadá, no Brasil e, de certo modo, até em Portugal, no regresso), ou por o meu curso universitário, em termos práticos, ter sido um erro em todos os aspetos, nunca o tendo aproveitado profissionalmente, dele retirei para a vida a matemática que aprendi e de que tanto gostei. Apesar de tudo isso, considero que fui muito feliz.
Primeiro, porque os meus pais me proporcionaram uma boa infância e uma família grande e muito unida, e, também, por me terem permitido uma adolescência com muita liberdade e rica em experiências.
Segundo, porque quando adulto, com esforço e perseverança, e bastante sorte, consegui um rumo profissional muito gratificante, o da edição, no qual tive razoável sucesso. Também porque aproveitei este para viver bem, criar quatro filhos, viajar muito e desfrutar sempre de muita oferta cultural.
Terceiro, porque a natureza me concedeu o privilégio de uma velhice saudável e lúcida.
Porém rolei como um seixo no leito de um rio de caudal forte. Mas talvez tenha sido isso que alisou a minha alma e a mente, de tal forma que agora revejo todos esses anos vividos, um a um, mês a mês, semana a semana, hora a hora, e acho que valeu a pena, que posso dizer, sem falsa modéstia, que plantei sonhos dos quais colhi os frutos.
Conseguirei eu, através destas linhas, escritas sem ordem e sem formalidade, construir um painel variado do que foi essa minha vida, para eu mesmo ver e apreciar. Talvez alguns leitores, que de qualquer forma tenham sido mais chegados a mim, tenham curiosidade de espreitar também para estes textos descontinuados e identifiquem episódios e épocas de que participaram ou que, pelo seu teor, lhes interesse particularmente. Ficaria muito satisfeito.
Essa probabilidade será possível agora que as redes sociais desfizeram fronteiras geográficas e até pulverizaram as do tempo-memória, transformando o planeta Terra antes compartimentado em países e nacionalidades agora numa imensa comunidade global.
* * *
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Blog As Leituras do Corvo - Louco por Viver
Carla Ribeiro, autora do blog As Leituras do Corvo, publica hoje a sua impressão acerca do livro "Louco por Viver", do autor Roberto Shinyashiki.
Veja o artigo completo no blog: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/louco-por-viver-roberto-shinyashiki.html
Veja o artigo completo no blog: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/louco-por-viver-roberto-shinyashiki.html
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Blonde and Heels - Vida Organizada
É sempre bom ter estas surpresas por parte dos blogs parceiros do Castor de Papel.
Muito obrigada Adriana Silva, esperamos que goste tanto do livro "Vida Organizada" como nós!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
PASSATEMPO Desperte o milionário que há em si
O blog Silêncios que falam está a promover um passatempo onde o vencedor vai ganhar um exemplar do livro "Desperte o milionário que há em si" do autor Carlos Wizard Martins.
Não perca esta oportunidade e informe-se de como participar em: http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/01/passatempo-desperte-o-milionario-que-ha.html
Não perca esta oportunidade e informe-se de como participar em: http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/01/passatempo-desperte-o-milionario-que-ha.html
Subscrever:
Mensagens (Atom)





