sábado, 24 de janeiro de 2015
O Castor de Papel: NA POEIRA DO TEMPO DeMOURA
O Castor de Papel: NA POEIRA DO TEMPO DeMOURA: DeMOURA mariommoura.blogspot.com NA POEIRA DO TEMPO Não sei porque me lembrei agora da viagem (L...
NA POEIRA DO TEMPO DeMOURA
DeMOURA mariommoura.blogspot.com
NA POEIRA DO TEMPO
Não sei porque me lembrei agora da viagem (Lisboa/Nova York/ Caracas), de que falei no blogue anterior, feita há já sessenta e seis anos. As recordações são como as nuvens, aparecem subitamente num céu límpido, avolumam-se, por vezes desfazem-se em chuvas, outras somem na profundeza azul do céu. Nem umas nem outras respeitam previsões antecipadas, aparecem e desaparecem a seu belo prazer.
Imaginem, eu lembrar agora, com noventa anos, essa viagem que fiz com vinte e quatro anos. Certo que foi muito importante, uma virada total na minha vida, mas porque me lembro agora dela, com tanta nitidez e detalhes, tantos anos decorridos?
Quando olho para o meu passado, e faço-o pouco, as recordações não obedecem nem a uma ordem cronológica, nem à importância emotiva, familiar ou profissional. Vêm porque vêm, e como vêm, vão quando vão.
Quando comecei a escrever estes blogues o tema a que me propunha era o que os intitulava: “Encantos e desencantos de um editor”. Na realidade eu pensava escrever exclusivamente sobre os episódios bons e maus, curiosos ou divertidos, importantes e marcantes da minha longa vida de editor (sessenta anos). Mas com o tempo saltaram à minha memória, e aos meus dedos, algumas cenas que nada têm a ver com a minha vida de editor mas sim com ela em geral. Ou seja na sua sequência alguns blogues revelam a minha trajectória editorial, outros apenas algo da minha vidinha.
A realidade é que não é fácil separar essas recordações pois umas interferem nas outras, por vezes são concomitantes no tempo e no espaço, algumas são puramente consequências de anteriores. O meu percurso foi moldado pela minha paixão por livros e viagens e pela vida, num emaranhado do qual emergem hoje cenas marcantes para mim.
Desta forma, resolvi não policiar a estrita pureza em relação ao título do que aqui escrevo, com as antecipadas desculpas para quem não gostar.
Mas a verdade é que este episódio que agora escrevi, mais do que os anteriores, despertou em mim a vontade de colocar no papel algumas dessas recordações do meu passado, não, claro, porque tenham interesse para os outros, ou valor literário, mas porque vai ser curioso, gratificante, ou não, para mim recordá-las. É óbvio que possivelmente estão diferentes, partes esquecidas e outras adulteradas, involuntariamente ou não, pela ação mágica do filtro do nosso ego e da nossa consciência.
As lembranças são como o pentimento na pintura, uma paisagem pintada sobre uma outra (porque ao pintor não lhe interessa mais o quadro anterior, talvez por não o achar bom) arrisca a que as imagens inferiores, antigas, subam e alterem as recentes, com resultados extravagantes.
Para colmatar esses erros e deturpações poderia, claro, deveria até, pesquisar, informar-me com parceiros desses momentos, para evitar muitos dos erros ou omissões, trocas de datas e nomes, até de personagens. Mas decidi que isso não interessa porque não será um livro de memórias, autobiográfico ou histórico. Não é sequer um livro, nem um Diário. Será, sim, como que um filme sem guião, com realizador e atores não profissionais, um filme experimental e neorrealista.
Não posso dizer se a minha trajetória de vida foi, ou não, prejudicada por ter eu sido um contestatário político, ou por ter sido emigrante (na Venezuela, no Canadá, no Brasil e, de certo modo, até em Portugal, no regresso), ou por o meu curso universitário, em termos práticos, ter sido um erro em todos os aspetos, nunca o tendo aproveitado profissionalmente, dele retirei para a vida a matemática que aprendi e de que tanto gostei. Apesar de tudo isso, considero que fui muito feliz.
Primeiro, porque os meus pais me proporcionaram uma boa infância e uma família grande e muito unida, e, também, por me terem permitido uma adolescência com muita liberdade e rica em experiências.
Segundo, porque quando adulto, com esforço e perseverança, e bastante sorte, consegui um rumo profissional muito gratificante, o da edição, no qual tive razoável sucesso. Também porque aproveitei este para viver bem, criar quatro filhos, viajar muito e desfrutar sempre de muita oferta cultural.
Terceiro, porque a natureza me concedeu o privilégio de uma velhice saudável e lúcida.
Porém rolei como um seixo no leito de um rio de caudal forte. Mas talvez tenha sido isso que alisou a minha alma e a mente, de tal forma que agora revejo todos esses anos vividos, um a um, mês a mês, semana a semana, hora a hora, e acho que valeu a pena, que posso dizer, sem falsa modéstia, que plantei sonhos dos quais colhi os frutos.
Conseguirei eu, através destas linhas, escritas sem ordem e sem formalidade, construir um painel variado do que foi essa minha vida, para eu mesmo ver e apreciar. Talvez alguns leitores, que de qualquer forma tenham sido mais chegados a mim, tenham curiosidade de espreitar também para estes textos descontinuados e identifiquem episódios e épocas de que participaram ou que, pelo seu teor, lhes interesse particularmente. Ficaria muito satisfeito.
Essa probabilidade será possível agora que as redes sociais desfizeram fronteiras geográficas e até pulverizaram as do tempo-memória, transformando o planeta Terra antes compartimentado em países e nacionalidades agora numa imensa comunidade global.
* * *
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Blog As Leituras do Corvo - Louco por Viver
Carla Ribeiro, autora do blog As Leituras do Corvo, publica hoje a sua impressão acerca do livro "Louco por Viver", do autor Roberto Shinyashiki.
Veja o artigo completo no blog: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/louco-por-viver-roberto-shinyashiki.html
Veja o artigo completo no blog: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/louco-por-viver-roberto-shinyashiki.html
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Blonde and Heels - Vida Organizada
É sempre bom ter estas surpresas por parte dos blogs parceiros do Castor de Papel.
Muito obrigada Adriana Silva, esperamos que goste tanto do livro "Vida Organizada" como nós!
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
PASSATEMPO Desperte o milionário que há em si
O blog Silêncios que falam está a promover um passatempo onde o vencedor vai ganhar um exemplar do livro "Desperte o milionário que há em si" do autor Carlos Wizard Martins.
Não perca esta oportunidade e informe-se de como participar em: http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/01/passatempo-desperte-o-milionario-que-ha.html
Não perca esta oportunidade e informe-se de como participar em: http://silenciosquefalam.blogspot.pt/2015/01/passatempo-desperte-o-milionario-que-ha.html
O blog As Leituras do Corvo e O Contador de Estórias
O blog As Leituras do Corvo leu o livro "O Contador de Estórias" e publica no blog um resumo do livro dando a sua opinião a cada um dos contos.
Veja o artigo completo em: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/o-contador-de-estorias-demoura.html
Veja o artigo completo em: http://asleiturasdocorvo.blogspot.pt/2015/01/o-contador-de-estorias-demoura.html
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
As Boas Leituras do Castor
Louco por Viver
Viva com intensidade
Eu adoro acordar todos os dias e saber que posso fazer algo com
significado: viver!
Pode dar certo ou errado, mas sei que vou fazer a minha vida valer a pena.
Fico triste ao ver pessoas talentosas que simplesmente ficam a olhar as
oportunidades passarem diante delas sem fazerem nada para realizar os seus
objetivos. Aliás, muitas nem mesmo têm objetivos.
Gosto de pessoas que ousam, pois o pior da vida não é ser rejeitado, mas
sim não arriscar amar.
O mais triste da vida não é o fim de um grande amor, mas nunca ter-se
apaixonado perdidamente por alguém.
O pior não é lutar e não conseguir realizar as suas vontades e os seus
desejos, mas sim matar um sonho antes de ele nascer.
Na
minha vida, muitas vezes perdi … mas sempre tive um amigo por perto para poder
desabafar. Isso equivale a dizer que nunca fiquei pobre, porque quem tem um
amigo é sempre milionário. Quanto mais a gente vive, mais constata que isso é
verdade e não apenas um cliché.
Experimente
estender os seus braços primeiro e não apenas ficar à espera que alguém faça
isso para si. Em pouco tempo, terá muito mais pessoas para abraçar do que
imagina possível.
In Louco por Viver- Roberto Shinyashiki, p.12-14
PVP s/ IVA: 14,00€
PVP c/IVA:14,84€
PÁGINAS:184
Armandinho Zero e Armandinho Um no blog Leituras de BD
O blog Leituras de BD escreveu, no passado dia 19, um artigo sobre as edições do Armandinho Zero e Armandinho Um pelo Castor de Papel.
Acompanhado da apresentação da editora 4 Estações e dos seus desafios no âmbito editorial, este artigo fala-nos sobre o autor das tirinhas Alexandre Beck e sobre o personagem cada vez mais apreciado pelo público jovem e adulto, o Armandinho.
Veja o artigo completo no blog Leituras de BD: http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/2014/12/lancamento-castor-de-papel-armandinho.html
Acompanhado da apresentação da editora 4 Estações e dos seus desafios no âmbito editorial, este artigo fala-nos sobre o autor das tirinhas Alexandre Beck e sobre o personagem cada vez mais apreciado pelo público jovem e adulto, o Armandinho.
Veja o artigo completo no blog Leituras de BD: http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/2014/12/lancamento-castor-de-papel-armandinho.html
O Mapa da Felicidade na revista Saúde Actual
A edição de janeiro/fevereiro de 2015 da revista Saúde Actual divulga o livro "O Mapa da Felicidade" nas suas sugestões de leitura.
"A autora deste livro é especialista em desenvolvimento do potencial humano por meio do autoconhecimento e do aumento da competência emocional há várias décadas. O leitor poderá começar por responder a uma pergunta principal: Qual é a sua verdade e qual a razão de você acordar os dias? Abordando as nossas principais inteligências humanas, poderá traçar o seu próprio caminho, seguindo conceitos e exercícios práticos, e encontrar tudo aquilo que nele faz falta.
Percorra as quatro etapas propostas pela autora (tomar consciência, comunicar, perdoar e encontrar) e descubra o mapa para a felicidade." in Saúde Actual, nº62, Jan/Fevereiro 2015
"A autora deste livro é especialista em desenvolvimento do potencial humano por meio do autoconhecimento e do aumento da competência emocional há várias décadas. O leitor poderá começar por responder a uma pergunta principal: Qual é a sua verdade e qual a razão de você acordar os dias? Abordando as nossas principais inteligências humanas, poderá traçar o seu próprio caminho, seguindo conceitos e exercícios práticos, e encontrar tudo aquilo que nele faz falta.
Percorra as quatro etapas propostas pela autora (tomar consciência, comunicar, perdoar e encontrar) e descubra o mapa para a felicidade." in Saúde Actual, nº62, Jan/Fevereiro 2015
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